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Ensinando e aprendendo com as TIC
Curso Ensinando e Aprendendo com as Tic's
sábado, 8 de outubro de 2011
Atividade 1.3 - Diário de bordo
O professor da atualidade encontra-se em uma grande dilema em relação à sua profissão, devido a grande complexidade da sua função. Atualmente o professor além de ter de lidar com os saberes, com a tecnologia da cibercultura, também de depara com a complexidade social da "escola pra todos" de uma sociedade que ainda não sabe a verdaderia função da escola. As cobranças que essa sociedade faz à escola e aos professores são demasiadas e incoerentes com o contexto social que ora se apresenta.
Ser professor hoje implica numa condição muito maior do que fora antes. Significa ser um especialista no que se refere ao próprio trabalho, um pesquisador e reflexivo e um cidadão participativo na sociedade.
Para esta nova realidade que a chamada "sociedade da aprendizagem" apresenta faz-se necessário que o professor repense sua prática pedagógica, uma vez que as novas tecnologias estão criando novas formas de distribuir socialmente o conhecimento, logo a escola também precisa oferecer novas formas de alfabetização capazes de desenvolver as capacidades e competências cognitivas.
Atividade 1.2 Fórum - O que é ser professor hoje?
Ser professor hoje é muito diferente do que era se professor antigamente. Além dos saberes, hoje ele precisa lidar com a tecnologia e a complexidade social. É dele exigido diariamente que exerça outras funções na vida do aluno: às vezes um pouco pai, mãe, amigo, psicólogo, conselheiro...
A sociedade exige cada vez mais desse profissional jogando todas as suas fragilidades para que ele solucione-as.
Segundo Moacir Gadotti: Ser professor hoje é viver intensamente o seu tempo com consciência e sensibilidade. Não se pode imaginar um futuro para a humanidade sem educadores. Os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a informção em conhecimento e em consciência crítica, mas também formam pessoas. Diante dos falsos pregadores da palavra, dos marqueteiros, eles são os verdadeiros "amantes da sabedoria", os filósofos de que nos falava Sócrates. Eles fazem fluir o saber – não o dado, a informação, o puro conhecimento – porque constróem sentido para a vida das pessoas e para a humanidade e buscam, juntos, um mundo mais justo, mais produtivo e mais saudável para todos. Por isso eles são imprescindíveis."
Pena que não seja isso que a sociedade pensa dos professores, porque se pensasse agiria de outra forma. Os professores nunca tiveram uma situação muito cômoda no lado financeiro, mas existia o prestigio e a dignidade social, o que, muitas vezes, compensava, mas até isso nos foi roubado.
Resumindo: ser professor hoje é ser heroi, é trabalhar 300 h para conseguir sobreviver, é lidar com situações diárias, muitas vezes, de risco e ainda nos mandam trabalhar por amor. Será que não é exatamente isso que estamos fazendo?
Quem sou eu (professor) neste contexto?
Como professora de LIE me vejo como mediadora que busca metodologias, novas ideias que façam com que o professor usem a tecnologia a seu favor em suas aulas e também a favor de uma melhoria no processo de ensino e aprendizagem.
Atividade 1.1 - Reflexões Iniciais
Texo-base: A sociedade da aprendizagem e o desafio de converter informação em conhecimento
Vivemos em um momento em que as pessoas sentem cada vez mais dificuldades em aprender o que a sociedade delas exige e isso leva a uma interpretação por parte dos pais e professores como um fracasso escolar. Por outro lado nunca tivemos tantas pessoas aprendendo tantas coisas ao mesmo tempo como atualmente. Isso gera um paradoxo: cada vez se aprende mais e cada vez se fracassa mais na tentativa de aprender.
Com o surgimento das tecnologias da informação estão se criando uma nova cultura da aprendizagem que a escola não pode e nem deve ignorar.
Hoje em dia qualquer pessoa com um conhecimento básico de informática consegue navegar na internet, criar páginas pessoais, blogs, participar de redes sociais etc. Mas não se trata apenas de saber “navegar”, é preciso também um conhecimento cognitivo bem mais aguçado para que o “navegante” construa seu próprio olhar através de uma leitura crítica de uma informação desorganizada e difusa.
Com o advento da tecnologia não cabe mais à educação proporcionar aos alunos conhecimentos como se fossem verdades absolutas, a escola deve ajudar o aluno a construir seu próprios ponto de vista, sua própria verdade.
Com isso a educação deve preparar o aluno para que sejam aprendizes mais flexíveis, eficazes e autônomos, que tenham competência para adquirir a informação, interpretá-la, analisá-la, compreendê-la e passá-la adiante a partir do seu entendimento. Para isso é preciso mudar não só a forma de aprender, mas também a forma de ensinar do professor.
Enfim, na sociedade da aprendizagem a educação tem um grande desafio a enfrentar: apropriar-se de novas formas de aprender e de relacionar-se com o conhecimento.
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